Família

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O HOMEM QUE ERA SÓ UMA CABEÇA

desconheço o autor, mas o texto foi retirado
do grupo do Facebook "Pró-Cura da ELA"

Os dias foram passando, depois meses e anos, foi quando ele percebeu que morava apenas em uma cabeça. Não que não tivesse membros e os outros órgãos imprescindíveis à vida. Ele os possuía, mas não detinha o controle de nada. Pouco? Pode ter sentido que sim, mas logo percebeu que tinha que fazer de sua nova morada um palácio que captasse e distribuísse riqueza. Um desafio. Sabia que seria preciso muita transpiração, sair da zona de conforto, deixar de morrer em paz e lutar pela vida a todo instante. Mas ele sabia que só podia contar com uma cabeça.

Queria viver plenamente, pois possuía mania de grandeza, por isso mergulhou nas profundezas das emoções e do imaginário. Também contou com as ajudas imprescindíveis do mundo virtual e de pessoas que zelavam por sua saúde vinte quatro horas por dia. 
Mas era apenas uma cabeça que ousou e desafiou o sabor da vida. Não sei onde buscou tanta inspiração. Só sei que tinha, e deve ter sido nas suas doces lembranças, a maioria, guardadas na meninice e na riqueza cultural e social de sua adolescência. Realmente cumpriram o papel de ser a estrutura da sua personalidade.

Os amigos que fez e insiste em continuar fazendo e a família, multiplicavam sua capacidade de influenciar e ser influenciado, fortalecendo o espírito. 
Por incrível que possa parecer, agradecia a Deus todos os dias o fato de não possuir uma daquelas doenças que desabita a cabeça, afinal investiu tanto em SER, que seria muito doloroso assistir tudo se perder. Sua grande jornada era provar para si mesmo e para outros que seria possível ser feliz e produtivo mesmo habitando uma só cabeça. Lutou tanto, as vezes via suas forças, que já eram poucas, se exaurirem, mas não desistiu, nunca tivera desistido antes em sua vida.

Então ele fechou os olhos e se imaginou em um grande salão de baile, com um enorme lustre de cristal importado, e ouvindo o tango de Carlos Gardel, "Por una cabeza", delirou e dançou, e dançou... http://www.youtube.com/watch?v=BHunor1B3xU

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Meus comentários desse texto serão feitos em outro post, quando eu me recuperar do trauma de que eu sou só uma cabeça.

Beijos,

Dani

6 comentários:

  1. Dani... em primeiro lugar vc eh um SER lindo... maravilhoso... que apesar de não querer ser exemplo pra ngm (conforme vc mesma disse em seus primeiros posts) tem sido um exemplo de força e de resignação... as miguetes querem te ver... vamos marcar!!! beijos beijos...

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  2. Dani, e claro que você e muito mais que uma cabeça. Você continua sendo aquela garota do Leonardo da Vinci que sempre nos inspirava a enxergar o mundo de outra forma: e seu sorriso - e sua gargalhada - nos cativava a todos (essa e a lembrança mais forte que guardo de você). Força e fé, Dani. O Senhor e contigo, sempre (Mt 28:20b).

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  3. “ Sócrates: … Imagine, pois, homens que vivem em uma morada subterrânea em forma de caverna. A entrada se abre para a luz em toda a largura da fachada. Os homens estão no interior desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, de modo que não podem mudar de lugar nem voltar a cabeça para ver algo que não esteja diante deles. A luz lhes vem de um fogo que queima por trás deles, ao longe, no alto. Entre os prisioneiros e o fogo, há um caminho que sobe. Imagine que esse caminho é cortado por um pequeno muro, semelhante ao tapume que os exibidores de marionetes dispõem entre eles e o público, acima do qual manobram as marionetes e apresentam o espetáculo.
    Glauco: Entendo
    Sócrates: Então, ao longo desse pequeno muro, imagine homens que carregam todo o tipo de objetos fabricados, ultrapassando a altura do muro; estátuas de homens, figuras de animais, de pedra, madeira ou qualquer outro material. Provavelmente, entre os carregadores que desfilam ao longo do muro, alguns falam, outros se calam.
    Glauco: Estranha descrição e estranhos prisioneiros!
    Sócrates: Eles são semelhantes a nós. Primeiro, você pensa que, na situação deles, eles tenham visto algo mais do que as sombras de si mesmos e dos vizinhos que o fogo projeta na parede da caverna à sua frente?
    Glauco: Como isso seria possível, se durante toda a vida eles estão condenados a ficar com a cabeça imóvel?
    Sócrates: Não acontece o mesmo com os objetos que desfilam? Glauco: É claro.
    Sócrates: Então, se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as sombras que vêem, pensariam nomear seres reais?
    Glauco: Evidentemente.
    Sócrates: E se, além disso, houvesse um eco vindo da parede diante deles, quando um dos que passam ao longo do pequeno muro falasse, não acha que eles tomariam essa voz pela da sombra que desfila à sua frente?
    Glauco: Sim, por Zeus.
    Sócrates: Assim sendo, os homens que estão nessas condições não poderiam considerar nada como verdadeiro, a não ser as sombras dos objetos fabricados.
    Glauco: Não poderia ser de outra forma.
    Sócrates: ... Se um desses homens fosse solto, forçado subitamente a levantar-se, a virar a cabeça, a andar, a olhar para o lado da luz, todos esses movimentos o fariam sofrer; ele ficaria ofuscado e não poderia distinguir os objetos, dos quais via apenas as sombras anteriormente. Na sua opinião, o que ele poderia responder se lhe dissessem que, antes, ele só via coisas sem consistência, que agora ele está mais perto da realidade, voltado para objetos mais reais, e que está vendo melhor?....." (A Alegoria da caverna)
    Frase de Platão: " Os olhos do espírito só começam a ser penetrantes quando os do corpo principiam a enfraquecer."

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  4. Dani querida, independente de sua vontade, voce eh EXEMPLO para todos nos. AA distancia, tenho acompanhado o seu problema de saude e a sua coragem para enfrenta lo. Nao tem como nao ver vc como exemplo de forca, coragem e determinacao.
    Que Deus te ilumine sempre.
    Bjo grande.
    Jozi

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  5. Dani vamos trocar ideias.
    A importância do Cabeça ou da Cabeça.

    Eu nunca havia pensado com tanta dedicação no tema “cabeça”. Mas a convivência com cabeças maravilhosas nos permitem ou nos conduzem a refletir sobre o tema.
    Pois bem, Lendo o texto especifico, vi que precisaria procurar um local silencioso, relaxar todos os meus movimentos físicos e refletir profundamente para obter uma conclusão. E resolvi, já sei, é só dar asas a cabeça, e logo me lembrei de pássaros. Mas em seguida pensei: Dar asas? Não, não resolve, pois o pássaro é infinitamente mais limitado do que qualquer ser humano, apesar de ser livre para voar não é capaz de transpassar todas as barreiras. Então pensei é só dar asas de anjo à cabeça, pois elas são magnificas e transpassam quaisquer barreiras. Mas os anjos são criaturas de Deus! Mas o ser humano, também, o é. Finalmente conclui: Ah! Então nós, também, temos asas divinas. Somos cabeça com poder incalculável, temos mente lúcida, racionalidade, inteligência e alma com força capaz de transpassar qualquer barreira e transportar qualquer matéria para onde desejar. “A FÉ MOVE MONTANHAS” e ela está na cabeça.
    Quanto a incontestável importância “do cabeça”, comecei a pensar: Não se acaba uma guerra enquanto o cabeça do movimento existir com a mesma ideia. Um povo sem um cabeça é uma manada sem liderança. O que seria da humanidade se não existisse o cabeça?
    Quer-se prova? É só verificar os grandes cabeças da humanidade, são eles: Os grandes lideres, os grandes inventores, os grandes intelectuais, os grandes cientistas e os grandes pacificadores. Finalmente, temos modelos de cabeças extraordinárias em todos os sentidos, tanto para o bem quanto para resultados inadequados.
    Finamente, Dani, entendi que: “Se a humanidade dependesse dos movimentos físicos dos homens e não dos cabeças talvez a humanidade estaria extinta. Imagine como ir á lua se antes o cabeça não tivesse ido...

    Beijos,

    Tarcilio.

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  6. Uma cabeça espetacular!!!! Saiba sempre disso. bjkas

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